A nossa História 

Para quem não sabe, a Maria nasceu com 3 costelas do lado direito partidas. Assim sendo, a nossa história começou nas outras, as do lado esquerdo, que é o lado do coração. Vamos então definir as costelas esquerdas da Maria como as suas costelas alentejanas.

As costelas esquerdas, ou alentejanas. Chamemos-lhes as costelas alentejanas, porque a Maria é uma menina às direitas e o Manuel um jovem de direita. Então vamos lá:

Dadas as suas 12 costelas alentejanas, a Maria sempre teve o hábito de passar longas temporadas em Estremoz, em casa dos avós. Em 2014, no final do Verão, a Maria estava em Estremoz para as festas, como era hábito. Ao conviverem num grupo de amigos, o Manuel achou a Maria uma miúda gira, alegre e inteligente e tentou a sua sorte.

Segundo a Maria, ela foi vencida pelo cansaço. O Manuel tanto insistiu, tanto insistiu, que acabaram por combinar um café a sós. Já o Manuel, diz que a persistência traz a perfeição e afirma ter provas de que foi a Maria a tomar iniciativa para esse café.

A partir desse café, somaram-se-lhe uns tantos passeios à beira Tejo e almoços em parques de Lisboa. No dia 9 de outubro de 2014 – há sensivelmente 10 anos – a Maria leu uma passagem do Principezinho ao Manuel, que o fez perceber ter cativado a pessoa certa. Assumiu a responsabilidade e fez-lhe uma pergunta:

- Maria, queres namorar comigo?

A resposta, já todos sabemos.

Os anos passaram a correr, e o Manuel e a Maria também. Em 2017, o Manuel correu para Turim um semestre para Erasmus. Em 2018, os dois juntos, correram a Europa em 35 dias passados entre barcos, comboios e autocarros. Em 2020, a Maria correu para o seu Erasmus em Florença (vamos fingir que não teve de correr de volta por causa de um maldito vírus). Em 2022, os dois correram ao banco para comprar a sua primeira casa.

Em 2023, o Manuel arranjou maneira de correr com a Maria até Roma (a sua cidade favorita), esperaram pelo pôr do sol no miradouro mais bonito da cidade e O Manuel leu-lhe a mesma passagem d' O Principezinho que a Maria lhe lera em 2014 e fez-lhe uma segunda pergunta:

-Maria, queres casar comigo?

A história da Maria e do Manel (que raio, há lá nomes mais portugueses do que estes?) conta-se há quase 10 anos, repleta de amor, carinho, alegria, compreensão e outros dois fatores que são os mais determinantes: a família; e os amigos, que para eles são família. 

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